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por Camila Galvez

12 de agosto 2021

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Na vida e na escrita, errar é humano – e aprender também

Separamos os erros mais comuns na hora de escrever na internet e damos dicas para não cometê-los mais. Só vem!

Por Camila Galvez*

Ah, o português… considerado um dos idiomas mais complexos do mundo. E não sou eu quem está dizendo, mas a professora norte-americana Rebecca Jackson-Salado, do canal Minha professora gringa, neste vídeo aqui que viralizou há um ano.

Como jornalista e curadora de conteúdo de impacto, tenho uma confissão a fazer: de vez em quando eu também acho que o português machuca. Mas como errar é humano – e aprender também – separei alguns dos erros mais comuns de escrita, seja ela on ou offline. Fiz isso principalmente porque a agência essense está lançando o curso online “Personal Branding para a profissionais de Saúde”* e este texto é parte dos materiais de apoio. Mas também porque, independentemente de você decidir fazer o curso ou não, as dicas que vou dar aqui servem para inúmeros propósitos na sua vida, da carreira profissional à qualidade da cantada no momento da paquera. 

Ainda se diz paquera? Enfim… errado não está. Vamos lá?

  • A saga dos porquês

Por que, por quê, porque ou porquê? Afff, por quê??? Para não errar mais, guarde essa colinha retirada diretamente do Brasil Escola

Por que: tem o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual”, “pelas quais”, “por qual”, “por qual razão” e “por qual motivo”.

Por quê: utilizado no sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, leva acento quando ocorre no final de frase e antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação. 

Porque: devemos usá-lo quando queremos substituir expressões como “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”. 

Porquê: só colocamos o acento se pretendemos utilizar um sinônimo de “razão” ou “motivo”.

  • A tal da letra Maiúscula

Errar é Humano, Aprender também. A letra maiúscula – ou caixa alta, como chamamos no jornalismo – em “humano” e “aprender” chamou a sua atenção? Não é porque ela é maior, não, mas porque está errada.

Aqui tem um jeito lindo para não errar mais.

  • Agente secreto

“Agente já falou com ela”. Não, por favor, não.

A gente, assim separado, é uma locução equivalente ao pronome pessoal reto nós (a gente vai = nós vamos). 

Agente indica uma pessoa que faz alguma coisa, como um agente secreto ou um agente da polícia.

  • Tem algo errado, concorda?

“Obrigada a todos e tenha uma boa semana”. “Os profissionais não parecia entender a missão da empresa”. 

Nas mídias sociais, tendemos a adotar uma linguagem coloquial, mais descontraída e espontânea, o que acaba criando um relaxamento das normas gramaticais. Mas usar um discurso com concordância é o que dá clareza e objetividade à mensagem, especialmente se ela for profissional. E você quer ser entendido, não quer? Então, fique atento à concordância.

No caso dos exemplos acima, se estamos falando de “todos”, o equivalente à segunda pessoa do plural (vocês), o verbo “ter” deve ser usado, também, no plural, ou seja, “tenham”. O correto é “Obrigada a todos e tenham uma boa semana” 

A mesma lógica vale para a segunda frase, com o verbo “parecer” concordando com “os profissionais”, ou seja, com a terceira pessoa do plural (eles). O correto, portanto, é “Os profissionais não pareciam entender a missão da empresa”.

  • Cuidado com a vírgula

Esse meme é auto explicativo.

Vem aqui que têm dicas marotas.

  • E tenha parcimônia no ponto de exclamação

“Estamos todos muito felizes por mais essa conquista da nossa empresa!!!!!!!!”

Imagino o nível de felicidade pela quantidade de pontos de exclamação da frase. Mas o ponto de exclamação, quando sozinho, já é por si só um sinal usado para exclamar algo. Ou seja, ele é empregado no final de frases exclamativas que expressam emoção, surpresa, admiração, indignação, raiva, espanto, susto, exaltação, entusiasmo, entre outros. Portanto, repeti-lo só uma vez e quando, de fato, se quiser passar uma das mensagens que eu citei, já é suficiente para se fazer entender.

  • Tem/têm

E falando em tem, aí está mais um clássico do português. “Tem” é fácil, ok, mas se o verbo “ter” está no plural, o chapeuzinho é fundamental (e perdão pela rima). Exemplo: “Vocês têm que aprender o que eu estou tentando ensinar.”

  • Esse/este

Volto ao Brasil Escola para explicar: “esse” e “este” são pronomes demonstrativos que têm formas variáveis de acordo com o número ou gênero. Eles são usados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso.

Dica pra não errar: 

> Este, esta e isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação ao tempo, são usados no presente.

> Esse, essa, isso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem se fala. Em relação ao tempo, é usado no passado ou futuro.

BÔNUS!

Parece que eu gritei com você com essa palavra aí escrita em caixa alta, né? Esta é a primeira dica extra pra você: evite gritar na internet (ou escrever tudo em maiúscula). 

A gente também te aconselha a

  • Eliminar subjetividades

Tudo o que o interlocutor tem para compreender a sua mensagem é o que está escrito. Portanto, seja claro.

  • Eliminar clichês 

Essas expressões banais enfraquecidas de significado pelo seu uso em excesso. Alguns exemplos:

– …é a sua paixão.

– Que a justiça seja feita

– Quem vê cara não vê coração

  • Evitar expressões batidas no mundo da Saúde

– Fechar com chave de ouro

– Ultrapassar barreiras

– Correr atrás do prejuízo

– Que orgulho….que honra

– Líderes do futuro

– Novo normal

E o campeão…

– Com o perdão do clichê (!)

  • Não usar palavras em excesso – e que não dizem nada

“O fenômeno da Saúde”

“O movimento da transformação digital”

“No que diz respeito a”

  • Cortar advérbios desnecessários

Acariciar gentilmente, rejeitar totalmente, realmente único. Percebe como nestas frases os advérbios passam a mesma mensagem que o verbo? Afinal, se você vai acariciar alguém, será com gentileza. E se vai rejeitar algo, não dá para ser pela metade. 

Sempre que quiser usar um advérbio, pense se ele terá, de fato, a função de modificar o sentido do verbo, acrescentando-lhe uma circunstância. O Brasil Escola tem outras dicas para você entender certinho quando usar.

  • Evitar a falsa sofisticação

– Jargões

– Ordem indireta de frase

– Sinônimos que sabotam o significado

E você, tem algum erro que sempre vê por aí e que eu deixei de fora? É só mandar que atualizo a listinha por aqui, e a transformamos em um grande post colaborativo.

*Se quiser mais informações sobre o curso, mande um e-mail para contenttraining@agenciaessense.com.br.

Camila Galvez é jornalista com mais de 15 anos de estrada, tem especialização em jornalismo literário, ama livros dos clássicos aos pops, mora no mato e tem um zoológico em casa (da última vez que contou, eram 12 bichos, entre cães, gatos, patos e um galo!). É head de projetos na agência essense e se especializou em Saúde porque AMA o setor.

Saiba mais: 

Uma visão despretensiosa (e duvidosa) sobre 7 canais para sua estratégia de conteúdo

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