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Curadoria de conteúdo de impacto para diferenciação na

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Série “Humanitech” #2:

Como as “death techs” estão transformando a nossa relação com a morte

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CIX Initiative:

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A essense é uma agência especializada em comunicação B2B que usa a curadoria de conteúdo de impacto para facilitar conexões de negócio, gerando confiança e reputação

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visão de negócios aplicada à curadoria de conteúdo;

especialização para produção de conteúdo setorial (TI, Saúde, Educação, Varejo, Serviços, entre outros).

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além do inbound, do marketing de conteúdo e do marketing digital:

• metodologia essense para construção de projetos de comunicação B2B;

• metodologia essense para posicionamento de líderes como influenciadores.

Reputação e conexão

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conteúdo, de acordo com o público-alvo

O que eu faria para tornar a vida um pouco melhor

por Silvia Paladino

Quando eu fizer referência a “você”, é comigo mesma que estarei falando. Mas, se funcionar para você (o outro ser humano, aí...
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A chama interior em meio a guerras sem fim

por Wagner Hilário

por Wagner Hilário Nossa vontade de apontar dedos e denunciar culpados, em épocas de sangue e lágrimas jorradas de guerras que atingem em cheio nossa pretensa e preconceituosa civilidade, é tão intempestiva, possuída de ira e despida de empatia quanto as vozes que ordenam os primeiros e os últimos disparos. Nosso desejo de julgar o mal no outro é um berro quase libertário. “Quase”... porque o grito não sai por inteiro da boca, deixa um refluxo de fel e guarda, na memória, uma voz impiedosa e sensata que nos sopra, do mais profundo inconsciente, a importância de pensar sobre como apedrejar os outros é uma maneira infantil de expiar a vileza que negamos em nós mesmos. Como reza a canção “Todos estão surdos” de Roberto Carlos, “Não importam os motivos da guerra, a paz ainda é mais importante que eles”. Contudo, quando não se compreende a própria maldade, também não se compreende a própria bondade e nos perdemos numa pseudoverdade que justifica toda selvageria e aniquilação.  Tenho a impressão de que é mais fácil ser sábio quando não se está sob a ameaça de mísseis de alta destruição, mas, ainda assim, deve haver muita sabedoria no front. Certa vez ouvi o jornalista Lourival Sant’Anna, correspondente de guerra e, hoje, analista na CNN, dizer que, em conflitos, encontramos o pior e o melhor do ser humano: a maldade mais primitiva e a generosidade mais celestial. Recentemente, vi ucranianos alimentarem um soldado russo que havia se entregado. Deram-lhe também um celular. Aos prantos, ele ligou para a mãe para dizer que estava “tudo bem”.  Eu tenho refletido sobre todas as razões geopolíticas que ensejaram a guerra russo-ucraniana, o que é contraditório, afinal, se “não importam os motivos da guerra”, por que, na prática, eles recebem mais consideração do que a própria paz? Deve ser porque acreditamos que eles possam nos ajudar, de alguma forma, a encontrar um caminho para ela. Pensando assim, concluo que temos procurado pelos motivos errados e me pergunto: homens capazes de compreender que o verdadeiro conflito deve ser travado e apaziguado dentro de si mesmos fazem guerra com o próximo? A essa pergunta, alguém pode dizer: “Não me venha com esse papo furado”. Até pode ser “furado”, afinal, os tiros de uma guerra acertam muito mais do que alvos físicos. Mas essa visão desencorajadora não me convence. Se me convencesse, eu estaria fadado não apenas a testemunhar a tristeza fúnebre das mães órfãs de seus filhos e o ápice da miséria humana em uma guerra, também estaria fadado a não aprender nada com tudo isso, a não aprender nada sobre mim nem sobre nós. Por isso, não me venham com “O ser humano não vale nada”. Esse distópico argumento é uma das retóricas mais covardes concebidas pelo senso comum para anestesiar as pessoas para a vida. Contra essa frase de destruição em massa, ando com as palavras da psicoterapeuta e escritora alemã Marie-Louise von Franz sempre engatilhadas e pronto para dispará-las: “É fácil ser um idealista ingênuo. É fácil ser um realista cético. Outra coisa é não ter ilusões e ainda manter a sua chama interior.” Leia mais É sobre a vida que queremos ler, ver, ouvir e contar

por Wagner Hilário

Nossa vontade de apontar dedos e denunciar culpados, em épocas de sangue e lágrimas jorradas de guerras que atingem em cheio nossa pretensa e preconceituosa civilidade, é tão intempestiva, possuída de ira e despida de empatia quanto as vozes que ordenam os primeiros e os últimos disparos.

Nosso desejo de julgar o mal no outro é um berro quase libertário. “Quase”… porque o grito não sai por inteiro da boca, deixa um refluxo de fel e guarda, na memória, uma voz impiedosa e sensata que nos sopra, do mais profundo inconsciente, a importância de pensar sobre como apedrejar os outros é uma maneira infantil de expiar a vileza que negamos em nós mesmos.

Como reza a canção “Todos estão surdos” de Roberto Carlos, “Não importam os motivos da guerra, a paz ainda é mais importante que eles”. Contudo, quando não se compreende a própria maldade, também não se compreende a própria bondade e nos perdemos numa pseudoverdade que justifica toda selvageria e aniquilação. 

Tenho a impressão de que é mais fácil ser sábio quando não se está sob a ameaça de mísseis de alta destruição, mas, ainda assim, deve haver muita sabedoria no front.

Certa vez ouvi o jornalista Lourival Sant’Anna, correspondente de guerra e, hoje, analista na CNN, dizer que, em conflitos, encontramos o pior e o melhor do ser humano: a maldade mais primitiva e a generosidade mais celestial. Recentemente, vi ucranianos alimentarem um soldado russo que havia se entregado. Deram-lhe também um celular. Aos prantos, ele ligou para a mãe para dizer que estava “tudo bem”. 

Eu tenho refletido sobre todas as razões geopolíticas que ensejaram a guerra russo-ucraniana, o que é contraditório, afinal, se “não importam os motivos da guerra”, por que, na prática, eles recebem mais consideração do que a própria paz? Deve ser porque acreditamos que eles possam nos ajudar, de alguma forma, a encontrar um caminho para ela. Pensando assim, concluo que temos procurado pelos motivos errados e me pergunto: homens capazes de compreender que o verdadeiro conflito deve ser travado e apaziguado dentro de si mesmos fazem guerra com o próximo?

A essa pergunta, alguém pode dizer: “Não me venha com esse papo furado”. Até pode ser “furado”, afinal, os tiros de uma guerra acertam muito mais do que alvos físicos. Mas essa visão desencorajadora não me convence. Se me convencesse, eu estaria fadado não apenas a testemunhar a tristeza fúnebre das mães órfãs de seus filhos e o ápice da miséria humana em uma guerra, também estaria fadado a não aprender nada com tudo isso, a não aprender nada sobre mim nem sobre nós.

Por isso, não me venham com “O ser humano não vale nada”. Esse distópico argumento é uma das retóricas mais covardes concebidas pelo senso comum para anestesiar as pessoas para a vida. Contra essa frase de destruição em massa, ando com as palavras da psicoterapeuta e escritora alemã Marie-Louise von Franz sempre engatilhadas e pronto para dispará-las: “É fácil ser um idealista ingênuo. É fácil ser um realista cético. Outra coisa é não ter ilusões e ainda manter a sua chama interior.”

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É sobre a vida que queremos ler, ver, ouvir e contar

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Não olhe para baixo

por Silvia Paladino

Eu desejo que você, um dia, permita-se experimentar o estado bruto da existência. Por que? Por Silvia Paladino Na alta altitude, a saturação de oxigênio no sangue cai drasticamente. Isso significa um golpe na quantidade de combustível de vida que é bombeado para todo o organismo. O coração bate mais rápido e o cansaço se instala ao sinal de mínimo esforço. Há a supressão das funções essenciais do corpo, como a digestão, pois toda a energia sai em socorro das reservas do sistema cardiorrespiratório. Para a medicina de montanha, as regiões mais elevadas do planeta se dividem em três níveis: grande altitude (entre 1500 e 3500 metros acima do nível do mar); altitude muito elevada (entre 3.500 e 5500 metros); e extrema altitude (acima de 5500 metros). Como uma máquina biológica programada para resolver problemas, o corpo humano pode se adaptar às alturas, produzindo mais células sanguíneas e, assim, mais veículos de transporte do oxigênio para as engrenagens orgânicas. Mas nenhum período de aclimatação permite ao ser humano viver permanentemente em altitude extrema. O céu não nos acolhe, apenas nos permite chegar temporariamente mais perto. Dia 27 de fevereiro de 2022, às 16h: cume no Barrancas Blancas, de 6.100 de altitude, nos Andes chilenos A morte é sempre uma possibilidade onde a vida não é bem-vinda. A morte vaga pelas montanhas como uma entidade onipresente e elegante, convidando os corações quentes a viverem o momento presente. Nele, repousam a dor de cabeça, o intestino em desordem, a tontura ao sair da barraca ou entrar nela, o chão de dormir rígido e desnivelado, as vias respiratórias ressecadas, o nariz que suja o papel de sangue, a saturação abaixo dos 80%, o aumento da pressão arterial, a redução dramática dos padrões de higiene da vida “civilizada”. No momento presente, o tempo é abundante e, o organismo, um marujo experiente que conserta o barco enquanto a tempestade invade o convés.  Nem a mais perfeita estratégia de aclimatação, porém, pode conter os fenômenos externos e extremos. Quando as tempestades rugem, os ventos aceleram, as avalanches largam e as pedras rolam, acredite, você não desejará estar lá para ver. Ainda assim, a montanha chama. Nos mais remotos, selvagens e extraordinários lugares do planeta, instantes de lucidez arrebatam os teus delírios mais convincentes. Nas alturas, você não precisa do que não precisa - imediatismo, jantares caros e taças de cristal são apenas tralhas que atrasam a jornada. Pesam. Envelhecem e fazem envelhecer. Eu desejo que você, um dia, permita-se experimentar o estado bruto da existência. Por que? Após nove horas de caminhada sobre terrenos duros, alcancei o cume do Barrancas Blancas, sob os olhos vigilantes e amorosos do pessoal do Gente de Montanha  Eu poderia repetir aqui uma série de tentativas genuínas e coerentes de responder essa pergunta: sentir a própria irrelevância diante de criaturas feitas de rocha e calor; por outro lado, ser digno do poder adquirido de chegar onde poucos estiveram; ou, ainda, superar-se física e mentalmente. Não há nada de errado nessas elaborações do pensamento. Mas elas sempre serão limitadas. Pisar no cume de uma alta montanha é só o passo final de uma construção de inúmeras etapas e sensações. É um processo puramente emocional, fruto de uma verdade inevitável: você é a montanha. Não está dentro, fora, abaixo ou acima dela. Nesse momento, você descobre a origem de todas as doenças, os dramas e as ilusões da mente humana. O que eu gostaria de lhe dizer, se você chegou até aqui, é que não tema, que não desanime, que não se iluda. Até que você se sinta confortável na própria pele, engrossada pela poeira da qual foi feita, percebendo a natureza agir acima da camada da consciência individual, até que você saiba que não há mais nada do que se libertar. Leia também: Pergunto, logo existo: uma conversa para quem não tem medo de não saber

Eu desejo que você, um dia, permita-se experimentar o estado bruto da existência. Por que?

Por Silvia Paladino

Na alta altitude, a saturação de oxigênio no sangue cai drasticamente. Isso significa um golpe na quantidade de combustível de vida que é bombeado para todo o organismo. O coração bate mais rápido e o cansaço se instala ao sinal de mínimo esforço. Há a supressão das funções essenciais do corpo, como a digestão, pois toda a energia sai em socorro das reservas do sistema cardiorrespiratório.

Para a medicina de montanha, as regiões mais elevadas do planeta se dividem em três níveis: grande altitude (entre 1500 e 3500 metros acima do nível do mar); altitude muito elevada (entre 3.500 e 5500 metros); e extrema altitude (acima de 5500 metros). Como uma máquina biológica programada para resolver problemas, o corpo humano pode se adaptar às alturas, produzindo mais células sanguíneas e, assim, mais veículos de transporte do oxigênio para as engrenagens orgânicas. Mas nenhum período de aclimatação permite ao ser humano viver permanentemente em altitude extrema. O céu não nos acolhe, apenas nos permite chegar temporariamente mais perto.

Dia 27 de fevereiro de 2022, às 16h: cume no Barrancas Blancas, de 6.100 de altitude, nos Andes chilenos

A morte é sempre uma possibilidade onde a vida não é bem-vinda. A morte vaga pelas montanhas como uma entidade onipresente e elegante, convidando os corações quentes a viverem o momento presente. Nele, repousam a dor de cabeça, o intestino em desordem, a tontura ao sair da barraca ou entrar nela, o chão de dormir rígido e desnivelado, as vias respiratórias ressecadas, o nariz que suja o papel de sangue, a saturação abaixo dos 80%, o aumento da pressão arterial, a redução dramática dos padrões de higiene da vida “civilizada”. No momento presente, o tempo é abundante e, o organismo, um marujo experiente que conserta o barco enquanto a tempestade invade o convés.

 Nem a mais perfeita estratégia de aclimatação, porém, pode conter os fenômenos externos e extremos. Quando as tempestades rugem, os ventos aceleram, as avalanches largam e as pedras rolam, acredite, você não desejará estar lá para ver.

Ainda assim, a montanha chama. Nos mais remotos, selvagens e extraordinários lugares do planeta, instantes de lucidez arrebatam os teus delírios mais convincentes. Nas alturas, você não precisa do que não precisa – imediatismo, jantares caros e taças de cristal são apenas tralhas que atrasam a jornada. Pesam. Envelhecem e fazem envelhecer. Eu desejo que você, um dia, permita-se experimentar o estado bruto da existência.

Por que?

Após nove horas de caminhada sobre terrenos duros, alcancei o cume do Barrancas Blancas, sob os olhos vigilantes e amorosos do pessoal do Gente de Montanha 

Eu poderia repetir aqui uma série de tentativas genuínas e coerentes de responder essa pergunta: sentir a própria irrelevância diante de criaturas feitas de rocha e calor; por outro lado, ser digno do poder adquirido de chegar onde poucos estiveram; ou, ainda, superar-se física e mentalmente. Não há nada de errado nessas elaborações do pensamento. Mas elas sempre serão limitadas. Pisar no cume de uma alta montanha é só o passo final de uma construção de inúmeras etapas e sensações. É um processo puramente emocional, fruto de uma verdade inevitável: você é a montanha. Não está dentro, fora, abaixo ou acima dela. Nesse momento, você descobre a origem de todas as doenças, os dramas e as ilusões da mente humana.

O que eu gostaria de lhe dizer, se você chegou até aqui, é que não tema, que não desanime, que não se iluda. Até que você se sinta confortável na própria pele, engrossada pela poeira da qual foi feita, percebendo a natureza agir acima da camada da consciência individual, até que você saiba que não há mais nada do que se libertar.

Leia também:

Pergunto, logo existo: uma conversa para quem não tem medo de não saber

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Transformação pessoal: 5 pensamentos que vão mexer com você

por Tissiane Vicentin

ja alguns dos insights de destaque do Innovation Forum On 2021, realizado pela ScanSource Brasil com curadoria de conteúdo da agência essense Por agência essense Já disse o ator, palhaço, empreendedor social e fundador do Doutores da Alegria, Wellington Nogueira: "A primeira transformação é a nossa”. Mestre de cerimônias do Innovation Forum On 2021, realizado em novembro deste ano pela ScanSource Brasil, o artista falou para uma audiência virtual de mais de 2 mil profissionais de TI, introduzindo o tema central do evento: "Transformar pessoas para transformar negócios". Mais de 20 especialistas de áreas diversas contribuíram com as grandes discussões do evento, centradas naquele que é o ponto de partida e fator determinante de qualquer mudança: o indivíduo. Entre os speakers, o destaque foi o historiador e professor Leandro Karnal, que falou sobre o protagonismo individual na transformação do negócio, além da pensadora digital Martha Gabriel, que, por sua vez, deu uma aula prática sobre inovação e criatividade na era digital. O Innovation Forum On teve apoio da agência essense na curadoria de conteúdo de impacto - o que pode nos tornar, por um lado, suspeitos para julgar; por outro, nos faz qualificados (e humildes) para opinar: as sessões do evento não faltaram com sinceridade, originalidade e ousadia. As trilhas de conteúdo foram mediadas pela Silvia Paladino, cofundadora da agência essense, Wagner Hilário, head de projetos da agência, e Cylene Souza, diretora-executiva da agência Lightkeeper. A seguir, deixamos alguns pensamentos levantados durante o evento e que mexeram com a gente - talvez, eles mexam com você também. 1. Sobre liderança, autoestima e exemplo “Quando falamos de ética, falamos de um grupo de pessoas. Dentro do corporativo, nesse sentido, é fundamental estabelecer parcerias – seja com o RH, com o jurídico ou outras áreas. Também é essencial ter uma comunicação clara e lembrar que nós, líderes, somos modelo, então temos sempre de liderar pelo exemplo”, sintetizou Vanderlei Ferreira, vice-presidente e general manager da Zebra, na trilha de Ética, que levantou a provocação "Por que é importante parar de fingir que você não viu". Já Flávia Ibri, head de RH da América Latina da IQVIA, multinacional de ciência de dados de saúde, destacou a correlação entre ética e autoestima: . “A autoestima é um conceito ético, não estético. É quase como um filtro interno da forma como a gente age. É nosso sistema imunológico emocional. Quando a gente está enfrentando um dilema ético, ter a autoestima em ordem vai dar forças para nos posicionarmos corretamente”, defendeu ela.  2. Sobre ser protagonista Para o professor Leandro Karnal, qualquer solução para as mais diversas situações cotidianas, seja no trabalho ou no âmbito pessoal, passa pela ideia de "protagonismo", ou seja, de se incluir como parte da solução – mesmo que o problema não tenha sido causado por você. "O protagonista não reclama. Ele propõe, atua e modifica, e sempre faz parte da solução e não do problema, porque do problema todos fazemos parte". Ele também nos lembrou que "uma das maiores virtudes de qualquer colaborador ou dirigente é a capacidade de aprender". Para Karnal, "quem não se atualiza, se fossiliza e fica atrasado em uma rapidez enorme". Por isso, mais do que nunca, implementar o lifelong learning, ou a habilidade de aprender ao longo da vida, é um dos pré-requisitos não apenas para se manter atualizado, mas para acompanhar o passo do mundo, que anda cada vez mais veloz. 3. Sobre promover a diversidade Transformar estruturas também é essencial para a transformação de negócios. Não à toa, assuntos como ESG se tornaram pautas estratégicas para muitas empresas. Dessas três letrinhas, o “S” (de “social”) é a que impacta diretamente as pessoas e foi foco do painel “Atitude inclusiva: a reprogramação da cultura organizacional”. Como explicou Tatiana Veneroso, desenvolvimento de parceiros cloud na Cisco, “muitas pessoas confundem, ou acham que são a mesma coisa, mas diversidade e inclusão são conceitos distintos e complementares. Quando falamos de diversidade, é comum ligá-la a fatores demográficos, mas vai além disso: está relacionada à raça, etnia, geração, diversidade cognitiva. Também é baseada em experiências de vida, de educação, ao emocional. Já inclusão significa trilhar estratégias para acolher diversidades e garantir que profissionais tenham oportunidades iguais de crescimento, dentro de um ambiente seguro.” Promover a diversidade também significa incentivar a diversidade de pensamento, como lembrou Marco Versignassi, diretor de vendas da Scansource Brasil, na trilha Liderança - "Antes da inovação, o pensamento crítico". "O nosso papel como líderes não é ter as respostas, mas sim dar suporte, especialmente nos momentos difíceis e de tomada de decisão. É empoderar pessoas para que elas tomem decisões, promover discussões abertas e a diversidade, não apenas de raça e etnia, mas de pensamento". Para dar ainda mais força à pauta, vale recorrer a números: segundo o levantamento "Diversity Wins",  da consultoria McKinsey, publicado no ano passado, empresas que apresentam maior diversidade de gênero em suas equipes de liderança possuem também 25% mais probabilidade de serem mais lucrativas. Quando a pauta é diversidade étnica, a probabilidade de lucro sobe para 36%. 4. Sobre desenvolver a empatia Muitas vezes, precisamos nos colocar no lugar do outro e entender os limites de todos, de forma a possibilitar a harmonia e fluidez nas relações humanas. "Por vezes, o outro vive uma situação que é estressante para ele, mas, para você, não é", comentou Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco, na trilha Autoconhecimento -  "A estafa do digital: evitá-la ou viver com ela?". "Eu tenho de saber me colocar no lugar dessa pessoa e entender se ela está passando por estresse, se precisa de ajuda", afirmou. O painel teve o embasamento científico da médica psiquiatra Maria Cristina Grilli, que ressaltou o princípio de uma mente e de um corpo saudáveis: “Não passamos o dia inteiro de estômago cheio ou vazio. Dormir é essencial, mas se você ficar 24 horas na cama também vai adoecer. Todo mundo precisa do sol para aumentar alguns hormônios e também da ausência de luz para controlar outros. A busca da saúde passa pelo equilíbrio”.  5. Sobre, por fim, inovar Essa é a palavra que está na boca de 100 em cada 100 executivos em cargos de liderança e, em especial, de empresas de tecnologia. Para um negócio, não importando o tempo em que ele existe, inovar significa se manter vivo e relevante ao longo dos anos. O desafio se torna uma constante se inseridas as mudanças que o mundo traz em termos evolutivos. Por isso, cada vez mais deve-se voltar ao básico para inovar. Para a futurista Martha Gabriel, inovar nem sempre significa inventar algo novo e disruptivo: "A invenção é uma das partes da inovação que envolve pesquisa e desenvolvimento (P&D). Inovar é focar em melhorar qualquer coisa que seja e, para fazer isso, você pode se inspirar, adaptar, substituir, ampliar, reduzir o que já existe". E completou: "nossa função não é inventar a roda, é fazer inovação com o que temos à mão, no dia a dia, de acordo com os problemas que temos." Quem corroborou com o posicionamento de Martha foi Rodrigo Guerra, sponsor do Projeto Unbox. Durante a trilha Liderança, o especialista em inovação afirmou que o processo de inovar "sempre remete a alguma engenhoca, alguma coisa futurista, mas fazer algo com mais eficiência e de forma diferente também é inovação". Para assistir às trilhas de conteúdo do Innovation Forum On 2021, acesse: https://innovation.scansourcelatam.com/login/student Leia mais Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

Veja alguns dos insights de destaque do Innovation Forum On 2021, realizado pela ScanSource Brasil com curadoria de conteúdo da agência essense

Por agência essense

Já disse o ator, palhaço, empreendedor social e fundador do Doutores da Alegria, Wellington Nogueira: “A primeira transformação é a nossa”. Mestre de cerimônias do Innovation Forum On 2021, realizado em novembro deste ano pela ScanSource Brasil, o artista falou para uma audiência virtual de mais de 2 mil profissionais de TI, introduzindo o tema central do evento: “Transformar pessoas para transformar negócios”.

Mais de 20 especialistas de áreas diversas contribuíram com as grandes discussões do evento, centradas naquele que é o ponto de partida e fator determinante de qualquer mudança: o indivíduo. Entre os speakers, o destaque foi o historiador e professor Leandro Karnal, que falou sobre o protagonismo individual na transformação do negócio, além da pensadora digital Martha Gabriel, que, por sua vez, deu uma aula prática sobre inovação e criatividade na era digital.

O Innovation Forum On teve apoio da agência essense na curadoria de conteúdo de impacto – o que pode nos tornar, por um lado, suspeitos para julgar; por outro, nos faz qualificados (e humildes) para opinar: as sessões do evento não faltaram com sinceridade, originalidade e ousadia. As trilhas de conteúdo foram mediadas pela Silvia Paladino, cofundadora da agência essense, Wagner Hilário, head de projetos da agência, e Cylene Souza, diretora-executiva da agência Lightkeeper.

A seguir, deixamos alguns pensamentos levantados durante o evento e que mexeram com a gente – talvez, eles mexam com você também.

1. Sobre liderança, autoestima e exemplo

“Quando falamos de ética, falamos de um grupo de pessoas. Dentro do corporativo, nesse sentido, é fundamental estabelecer parcerias – seja com o RH, com o jurídico ou outras áreas. Também é essencial ter uma comunicação clara e lembrar que nós, líderes, somos modelo, então temos sempre de liderar pelo exemplo”, sintetizou Vanderlei Ferreira, vice-presidente e general manager da Zebra, na trilha de Ética, que levantou a provocação “Por que é importante parar de fingir que você não viu”.

Já Flávia Ibri, head de RH da América Latina da IQVIA, multinacional de ciência de dados de saúde, destacou a correlação entre ética e autoestima: . “A autoestima é um conceito ético, não estético. É quase como um filtro interno da forma como a gente age. É nosso sistema imunológico emocional. Quando a gente está enfrentando um dilema ético, ter a autoestima em ordem vai dar forças para nos posicionarmos corretamente”, defendeu ela. 

2. Sobre ser protagonista

Liderança, autoestima, protagonismo, diversidade, liderança, empatia e inovação. Veja alguns insights do Innovation Forum On 2021!

Para o professor Leandro Karnal, qualquer solução para as mais diversas situações cotidianas, seja no trabalho ou no âmbito pessoal, passa pela ideia de “protagonismo”, ou seja, de se incluir como parte da solução – mesmo que o problema não tenha sido causado por você.

“O protagonista não reclama. Ele propõe, atua e modifica, e sempre faz parte da solução e não do problema, porque do problema todos fazemos parte”.

Ele também nos lembrou que “uma das maiores virtudes de qualquer colaborador ou dirigente é a capacidade de aprender”. Para Karnal, “quem não se atualiza, se fossiliza e fica atrasado em uma rapidez enorme”. Por isso, mais do que nunca, implementar o lifelong learning, ou a habilidade de aprender ao longo da vida, é um dos pré-requisitos não apenas para se manter atualizado, mas para acompanhar o passo do mundo, que anda cada vez mais veloz.

3. Sobre promover a diversidade

Transformar estruturas também é essencial para a transformação de negócios. Não à toa, assuntos como ESG se tornaram pautas estratégicas para muitas empresas. Dessas três letrinhas, o “S” (de “social”) é a que impacta diretamente as pessoas e foi foco do painel “Atitude inclusiva: a reprogramação da cultura organizacional”.

Liderança, autoestima, protagonismo, diversidade, liderança, empatia e inovação. Veja alguns insights do Innovation Forum On 2021!

Como explicou Tatiana Veneroso, desenvolvimento de parceiros cloud na Cisco, “muitas pessoas confundem, ou acham que são a mesma coisa, mas diversidade e inclusão são conceitos distintos e complementares. Quando falamos de diversidade, é comum ligá-la a fatores demográficos, mas vai além disso: está relacionada à raça, etnia, geração, diversidade cognitiva. Também é baseada em experiências de vida, de educação, ao emocional. Já inclusão significa trilhar estratégias para acolher diversidades e garantir que profissionais tenham oportunidades iguais de crescimento, dentro de um ambiente seguro.”

Promover a diversidade também significa incentivar a diversidade de pensamento, como lembrou Marco Versignassi, diretor de vendas da Scansource Brasil, na trilha Liderança – “Antes da inovação, o pensamento crítico”.

“O nosso papel como líderes não é ter as respostas, mas sim dar suporte, especialmente nos momentos difíceis e de tomada de decisão. É empoderar pessoas para que elas tomem decisões, promover discussões abertas e a diversidade, não apenas de raça e etnia, mas de pensamento”.

Para dar ainda mais força à pauta, vale recorrer a números: segundo o levantamento “Diversity Wins“,  da consultoria McKinsey, publicado no ano passado, empresas que apresentam maior diversidade de gênero em suas equipes de liderança possuem também 25% mais probabilidade de serem mais lucrativas. Quando a pauta é diversidade étnica, a probabilidade de lucro sobe para 36%.

4. Sobre desenvolver a empatia

Muitas vezes, precisamos nos colocar no lugar do outro e entender os limites de todos, de forma a possibilitar a harmonia e fluidez nas relações humanas.

“Por vezes, o outro vive uma situação que é estressante para ele, mas, para você, não é”, comentou Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco, na trilha Autoconhecimento –  “A estafa do digital: evitá-la ou viver com ela?”. “Eu tenho de saber me colocar no lugar dessa pessoa e entender se ela está passando por estresse, se precisa de ajuda”, afirmou.

O painel teve o embasamento científico da médica psiquiatra Maria Cristina Grilli, que ressaltou o princípio de uma mente e de um corpo saudáveis: “Não passamos o dia inteiro de estômago cheio ou vazio. Dormir é essencial, mas se você ficar 24 horas na cama também vai adoecer. Todo mundo precisa do sol para aumentar alguns hormônios e também da ausência de luz para controlar outros. A busca da saúde passa pelo equilíbrio”

5. Sobre, por fim, inovar

Essa é a palavra que está na boca de 100 em cada 100 executivos em cargos de liderança e, em especial, de empresas de tecnologia. Para um negócio, não importando o tempo em que ele existe, inovar significa se manter vivo e relevante ao longo dos anos.

O desafio se torna uma constante se inseridas as mudanças que o mundo traz em termos evolutivos. Por isso, cada vez mais deve-se voltar ao básico para inovar.

Para a futurista Martha Gabriel, inovar nem sempre significa inventar algo novo e disruptivo: “A invenção é uma das partes da inovação que envolve pesquisa e desenvolvimento (P&D). Inovar é focar em melhorar qualquer coisa que seja e, para fazer isso, você pode se inspirar, adaptar, substituir, ampliar, reduzir o que já existe”. E completou: “nossa função não é inventar a roda, é fazer inovação com o que temos à mão, no dia a dia, de acordo com os problemas que temos.”

Quem corroborou com o posicionamento de Martha foi Rodrigo Guerra, sponsor do Projeto Unbox. Durante a trilha Liderança, o especialista em inovação afirmou que o processo de inovar “sempre remete a alguma engenhoca, alguma coisa futurista, mas fazer algo com mais eficiência e de forma diferente também é inovação”.

Para assistir às trilhas de conteúdo do Innovation Forum On 2021, acesse: https://innovation.scansourcelatam.com/login/student

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Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

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