Cases

Curadoria de conteúdo de impacto para diferenciação na

“Era das Lives”

Reportagem

Série “Humanitech” #2:

Como as “death techs” estão transformando a nossa relação com a morte

cases

CIX Initiative:

de desafio a prêmio global de inovação à VMware

artigos

Em terra de lives,

quem não tem disfarce é rei

artigos

Para que serve sua

opinião?

quem somos

Curadoria de Conteúdo de Impacto

A essense é uma agência especializada em comunicação B2B que usa a curadoria de conteúdo de impacto para facilitar conexões de negócio, gerando confiança e reputação

Nossos Pilares

mindset

mindset

visão de negócios aplicada à curadoria de conteúdo;

especialização para produção de conteúdo setorial (TI, Saúde, Educação, Varejo, Serviços, entre outros).

forma

forma

projetos originais;

qualidade editorial;

multiplataforma (phygital);

conteúdo narrativo (storytelling);

conteúdo autoral (ghostwriting).

alcance

alcance

além do inbound, do marketing de conteúdo e do marketing digital:

• metodologia essense para construção de projetos de comunicação B2B;

• metodologia essense para posicionamento de líderes como influenciadores.

Reputação e conexão

Estratégia de conteúdo alinhada aos

objetivos de negócio

Resultados potencializados

Distribuição estratégica e direcionada do

conteúdo, de acordo com o público-alvo

Transformação pessoal: 5 pensamentos que vão mexer com você

por Tissiane Vicentin

Veja alguns dos insights de destaque do Innovation Forum On 2021, realizado pela ScanSource Brasil com curadoria de ...
minds in trees

Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

por Tissiane Vicentin

O que faz a roda funcionar para mim, todos os dias, é algo que se tornou um ritual matinal. Acordar. Alongar. Colocar uma música para tocar. Beber o cheiro do café quentinho. Pausar. Tissiane Vicentin Há um tempo eu vinha relutando em admitir meus encontros com esse amigo controverso – e aqui peço total licença para usar a palavra "amigo", por falta de uma melhor. Sabe aquela situação em que você sente um misto de vergonha e incredulidade, daquelas coisas que demoram a cair a ficha? Não, não era uma boa amizade, daquelas que faz você dar risada até a barriga doer. Era daquelas tóxicas, das quais você precisa cair fora ao menor sinal de desconforto. Mas eu não a deixei. E não foi por falta de querer. Foi por uma sucessão de 'não conseguir'. Não conseguir identificar quando começou, duvidar de quando continuou e não pedir ajuda, depois de aceitar que algo de errado não estava certo. Um meme para quebrar o gelo! Até que essa amizade me drenou tudo e me vi constantemente naquele lugar de permanente esgotamento mental (e, por vezes, físico). Não quero dar o nome que esse lugar tem, porque acho que a palavra já foi dita tantas vezes nos últimos tempos que temo usá-la e parecer vazia – tão vazia quanto eu senti minha mente ficar em incontáveis momentos nos últimos anos. Esse é um relato pessoal, você deve ter bem notado. E mesmo sendo extremamente meu, ele também é familiar a muita gente (outros 33 milhões de brasileiros, para ser mais exata).  Por todos esses motivos, o bate-papo de quinta-feira (11) no Innovation Forum ON - iniciativa da ScanSource com curadoria de conteúdo de impacto da agência essense -, justamente sobre autoconhecimento, me pareceu tão próximo. Você deve até imaginar qual foi o assunto principal: estafa. E não é qualquer estafa, é aquela proveniente do digital. O questionamento que permeou o papo, mediado pelo nosso head de projetos Wagner Hilário, foi o seguinte: evitá-la (aquela, a estafa do digital) ou viver com ela? A médica psiquiatra e pesquisadora da USP Maria Cristina Grilli disse a frase que mais sintetiza o que eu acredito que deva ser o "caminho da redenção": "A noção de saúde tem a ver com equilíbrio. Primeiro, precisamos entender como funcionamos. Nosso corpo não pode ficar parado executando uma única função. Por exemplo: dormir é essencial, mas passar 24h na cama adoece tanto quanto ficar 24h acordado. Poder respeitar esse balanço do corpo é a busca pela saúde, por esse equilíbrio." A seguir, compartilho três momentos, os quais me chamaram mais atenção durante o bate-papo e cujos tópicos e aprendizados esbarram com a minha própria busca pessoal. Espero que, de alguma forma, também ajude você na sua caminhada. Ser 2% mais monge No primeiro episódio do podcast Jornada da Calma, a jornalista e idealizadora do áudio-papo, Helena Galante, conta que, durante a entrevista realizada com o monge Satyanatha, tirou uma frase que, inclusive, deu título ao episódio: dá para ser 2% mais monge. Aliás, se você ainda não conhece o podcast, recomendo demais dar uma espiadinha. E ela explica: "A hora que eu estou cansada, depois de um dia de trabalho, mas ainda tenho mais uma reunião, eu posso escolher entre entrar nela de cara amarrada porque estou cansada, ou ser 'dois porcento mais monge', dar uma respirada, e entrar na reunião de uma forma diferente." O que eu tiro dessa frase e que dialoga com o que eu tenho aprendido – e tentado implementar na prática – nos últimos meses: não temos o controle de nada, exceto de como nos sentimos e reagimos diante de alguma situação. Problemas no trabalho irão surgir, imprevistos na vida que irão bagunçar toda a agenda que você trabalhou tanto para deixar organizada e cumprir à risca, também. Você pode ter um comportamento explosivo, sair quebrando tudo o que vê pela frente e xingar quem for - nada disso irá mudar a realidade. E o autoconhecimento entra nesse cenário como uma ferramenta essencial. Ou como Helena mesma sintetizou: "Se tivermos mais autoconhecimento, podemos fazer escolhas melhores e, diante disso, desfrutar de sensações mais prazerosas também no dia a dia. Porque, no fim, o que queremos é ser feliz." Não minimize Sabe aquela história que você acha que nunca vai acontecer com você? E, mesmo acontecendo, você não consegue acreditar? Pois é. A verdade é que "pode acontecer com qualquer um", como bem pontuou Maria Cristina, ao falar sobre como foi vivenciar o aumento de casos de depressão e ansiedade, especialmente durante a pandemia. E isso vale para qualquer doença mental. A lição mais importante, na minha opinião, para quem está passando por um momento delicado assim é: peça ajuda. Se você parar para pensar friamente na ocasião em que doenças mentais entram em cena, o primeiro julgamento é o nosso próprio. Portanto, quebre seus próprios preconceitos, respire fundo e vá. Para quem está próximo de uma pessoa que pode ter dado indícios dessa situação delicada, acolha. Nada de falar "vai passear, isso não é nada", uma das frases, inclusive, que Maria Cristina citou durante o papo e que se repete por aí quando a dor não é física. Só porque não é palpável, não quer dizer que não existe. Resiliência coletiva: o exercício de falar e escutar Indo um pouco para o lugar dos negócios, mas que também serve para outros aspectos da vida, um dos pontos da conversa foi diretamente sobre a pressão do trabalho. Na pandemia, vimos, inclusive, líderes colapsarem. Às lideranças, que são historicamente "colocadas em pedestais", é sempre bom lembrar: vocês também são pessoas. O que ficou de lição? Uma resiliência coletiva, como nomeou Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco. Do meu ponto de vista, essa resiliência pode ser definida por dois principais fatores: Falar o que sente, seja liderança ou liderado, é o primeiro passo para uma transformação interna e externa (aqui, conectando com o mote do evento "Transformar pessoas para transformar negócios").  "O líder é vulnerável. E se colocar vulnerável nos ajuda no processo de evitar colapsos e permite que liderados também se coloquem como vulneráveis. Se meu chefe diz que precisa parar, eu também me sinto mais à vontade para fazer o mesmo", afirmou Márcia. Além disso, se colocar em um local de escuta acolhedora é essencial. "Por vezes, o outro vive uma situação que é estressante para ele e, para você, não é", comentou a executiva. "Eu tenho de saber me colocar no lugar dessa pessoa e entender se ela está passando por estresse, se precisa de ajuda. Flexibilidade e empatia para um líder, hoje, é fundamental." Aprenda a desacelerar O que tem me salvado nos últimos tempos foi uma boa dose de terapia (e café, que não é lá muito recomendado para ansiosos, mas um problema de cada vez para resolver, não é mesmo?). Além disso, adotei algumas práticas já amplamente conhecidas por trazer equilíbrio: exercício físico e meditação. Mas o que faz a roda funcionar para mim, todos os dias, é algo que se tornou um ritual matinal. Acordar. Alongar. Colocar uma música para tocar. Beber o cheiro do café quentinho. Pausar. Essas são coisas que apliquei – na marra, vamos ser bem sinceros. E se eu puder encerrar este texto com um pedido a você, ele é: pratique o autoconhecimento. Somente assim você poderá identificar quando alguma coisa não está certa para você, identificar os seus limites pessoais e expô-los às outras pessoas. Leia também (Des)Aprendendo com o Exemplo: “Inovar é um ato de coragem” É sobre a vida que queremos ler, ver, ouvir e contar Pergunto, logo existo: uma conversa para quem não tem medo de não saber

O que faz a roda funcionar para mim, todos os dias, é algo que se tornou um ritual matinal. Acordar. Alongar. Colocar uma música para tocar. Beber o cheiro do café quentinho. Pausar.

Tissiane Vicentin

Há um tempo eu vinha relutando em admitir meus encontros com esse amigo controverso – e aqui peço total licença para usar a palavra “amigo”, por falta de uma melhor. Sabe aquela situação em que você sente um misto de vergonha e incredulidade, daquelas coisas que demoram a cair a ficha? Não, não era uma boa amizade, daquelas que faz você dar risada até a barriga doer. Era daquelas tóxicas, das quais você precisa cair fora ao menor sinal de desconforto.

Mas eu não a deixei.

E não foi por falta de querer. Foi por uma sucessão de ‘não conseguir’. Não conseguir identificar quando começou, duvidar de quando continuou e não pedir ajuda, depois de aceitar que algo de errado não estava certo.

Um meme para quebrar o gelo!

Até que essa amizade me drenou tudo e me vi constantemente naquele lugar de permanente esgotamento mental (e, por vezes, físico).

Não quero dar o nome que esse lugar tem, porque acho que a palavra já foi dita tantas vezes nos últimos tempos que temo usá-la e parecer vazia – tão vazia quanto eu senti minha mente ficar em incontáveis momentos nos últimos anos.

Esse é um relato pessoal, você deve ter bem notado. E mesmo sendo extremamente meu, ele também é familiar a muita gente (outros 33 milhões de brasileiros, para ser mais exata). 

Por todos esses motivos, o bate-papo de quinta-feira (11) no Innovation Forum ON – iniciativa da ScanSource com curadoria de conteúdo de impacto da agência essense -, justamente sobre autoconhecimento, me pareceu tão próximo. Você deve até imaginar qual foi o assunto principal: estafa. E não é qualquer estafa, é aquela proveniente do digital.

O questionamento que permeou o papo, mediado pelo nosso head de projetos Wagner Hilário, foi o seguinte: evitá-la (aquela, a estafa do digital) ou viver com ela?

Cristina Grilli - médica psiquiatra e pesquisadora da USP

Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

saúde mental, equiíbrio

A médica psiquiatra e pesquisadora da USP Maria Cristina Grilli disse a frase que mais sintetiza o que eu acredito que deva ser o “caminho da redenção”: “A noção de saúde tem a ver com equilíbrio. Primeiro, precisamos entender como funcionamos. Nosso corpo não pode ficar parado executando uma única função. Por exemplo: dormir é essencial, mas passar 24h na cama adoece tanto quanto ficar 24h acordado. Poder respeitar esse balanço do corpo é a busca pela saúde, por esse equilíbrio.”

A seguir, compartilho três momentos, os quais me chamaram mais atenção durante o bate-papo e cujos tópicos e aprendizados esbarram com a minha própria busca pessoal. Espero que, de alguma forma, também ajude você na sua caminhada.

  1. Ser 2% mais monge

No primeiro episódio do podcast Jornada da Calma, a jornalista e idealizadora do áudio-papo, Helena Galante, conta que, durante a entrevista realizada com o monge Satyanatha, tirou uma frase que, inclusive, deu título ao episódio: dá para ser 2% mais monge. Aliás, se você ainda não conhece o podcast, recomendo demais dar uma espiadinha.

Helena Galante - Jornalista e idealizadora do áudio-papo "Jornada da Calma"

Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

Jornada da Calma, cansaço, respiração, meditação, reação

E ela explica: “A hora que eu estou cansada, depois de um dia de trabalho, mas ainda tenho mais uma reunião, eu posso escolher entre entrar nela de cara amarrada porque estou cansada, ou ser ‘dois porcento mais monge’, dar uma respirada, e entrar na reunião de uma forma diferente.”

O que eu tiro dessa frase e que dialoga com o que eu tenho aprendido – e tentado implementar na prática – nos últimos meses: não temos o controle de nada, exceto de como nos sentimos e reagimos diante de alguma situação. Problemas no trabalho irão surgir, imprevistos na vida que irão bagunçar toda a agenda que você trabalhou tanto para deixar organizada e cumprir à risca, também. Você pode ter um comportamento explosivo, sair quebrando tudo o que vê pela frente e xingar quem for – nada disso irá mudar a realidade.

E o autoconhecimento entra nesse cenário como uma ferramenta essencial. Ou como Helena mesma sintetizou: “Se tivermos mais autoconhecimento, podemos fazer escolhas melhores e, diante disso, desfrutar de sensações mais prazerosas também no dia a dia. Porque, no fim, o que queremos é ser feliz.”

  1. Não minimize

Sabe aquela história que você acha que nunca vai acontecer com você? E, mesmo acontecendo, você não consegue acreditar? Pois é. A verdade é que “pode acontecer com qualquer um”, como bem pontuou Maria Cristina, ao falar sobre como foi vivenciar o aumento de casos de depressão e ansiedade, especialmente durante a pandemia. E isso vale para qualquer doença mental.

A lição mais importante, na minha opinião, para quem está passando por um momento delicado assim é: peça ajuda. Se você parar para pensar friamente na ocasião em que doenças mentais entram em cena, o primeiro julgamento é o nosso próprio. Portanto, quebre seus próprios preconceitos, respire fundo e vá.

Para quem está próximo de uma pessoa que pode ter dado indícios dessa situação delicada, acolha. Nada de falar “vai passear, isso não é nada”, uma das frases, inclusive, que Maria Cristina citou durante o papo e que se repete por aí quando a dor não é física. Só porque não é palpável, não quer dizer que não existe.

  1. Resiliência coletiva: o exercício de falar e escutar

Indo um pouco para o lugar dos negócios, mas que também serve para outros aspectos da vida, um dos pontos da conversa foi diretamente sobre a pressão do trabalho. Na pandemia, vimos, inclusive, líderes colapsarem. Às lideranças, que são historicamente “colocadas em pedestais”, é sempre bom lembrar: vocês também são pessoas.

O que ficou de lição? Uma resiliência coletiva, como nomeou Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco. Do meu ponto de vista, essa resiliência pode ser definida por dois principais fatores:

  • Falar o que sente, seja liderança ou liderado, é o primeiro passo para uma transformação interna e externa (aqui, conectando com o mote do evento “Transformar pessoas para transformar negócios”). 
Márcia Muniz, diretora jurídica da Cisco

Notas sobre autoconhecimento (e a estafa do digital)

Resiliência coletiva: o exercício de falar e escutar

liderança, transformação, negócios

“O líder é vulnerável. E se colocar vulnerável nos ajuda no processo de evitar colapsos e permite que liderados também se coloquem como vulneráveis. Se meu chefe diz que precisa parar, eu também me sinto mais à vontade para fazer o mesmo”, afirmou Márcia.

  • Além disso, se colocar em um local de escuta acolhedora é essencial. “Por vezes, o outro vive uma situação que é estressante para ele e, para você, não é”, comentou a executiva. “Eu tenho de saber me colocar no lugar dessa pessoa e entender se ela está passando por estresse, se precisa de ajuda. Flexibilidade e empatia para um líder, hoje, é fundamental.”
  1. Aprenda a desacelerar

O que tem me salvado nos últimos tempos foi uma boa dose de terapia (e café, que não é lá muito recomendado para ansiosos, mas um problema de cada vez para resolver, não é mesmo?). Além disso, adotei algumas práticas já amplamente conhecidas por trazer equilíbrio: exercício físico e meditação.

Mas o que faz a roda funcionar para mim, todos os dias, é algo que se tornou um ritual matinal. Acordar. Alongar. Colocar uma música para tocar. Beber o cheiro do café quentinho. Pausar.

Essas são coisas que apliquei – na marra, vamos ser bem sinceros. E se eu puder encerrar este texto com um pedido a você, ele é: pratique o autoconhecimento. Somente assim você poderá identificar quando alguma coisa não está certa para você, identificar os seus limites pessoais e expô-los às outras pessoas.

Leia também

(Des)Aprendendo com o Exemplo: “Inovar é um ato de coragem”

É sobre a vida que queremos ler, ver, ouvir e contar

Pergunto, logo existo: uma conversa para quem não tem medo de não saber

Sem categoria

(Des)Aprendendo com o Exemplo: “Inovar é um ato de coragem”

por Tatiana Paiva

vo do setor de Saúde há mais de 20 anos, Rodrigo Guerra foge dos clichês e dá um passo atrás nos processos de inovação, tendo o pensamento crítico como ponto de partida de qualquer movimento transformador  Por Tatiana Paiva Esqueça os conceitos prontos de “fazer mais com menos” ou até a correlação entre obsolescência e inovação. Na prática, inovar é testar algo novo com alto potencial de dar errado. É correr riscos. É, acima de tudo, um ato de coragem. É isso o que pensa Rodrigo Guerra, executivo com mais de 20 anos de experiência no setor de Saúde, consultor de inovação, criador do projeto Unbox e CEO da UP Health. Detentor de duas habilidades que, não raro, são distintas no universo dos negócios - o pragmatismo do executivo financeiro e a ousadia do líder de inovação - Guerra foi superintendente da Central Nacional Unimed na fase mais crítica da pandemia da covid-19 - momento no qual conduziu inovações que permitiram um melhor uso dos recursos sem perdas para a equipe ou para a qualidade da assistência, garantindo à organização prêmios inéditos de excelência em gestão.   Sobre essas experiências e tantos (des)aprendizados, ele conversou com a Adriele Marchesini, nossa cofundadora, no episódio “Quem encaixotou a inovação foi você”, da série de lives (Des)Aprendendo com o Exemplo. Veja os pontos principais do bate-papo.  Inovar é fazer escolhas sabendo da possibilidade de errar. A inovação é um ato de coragem Oportunidades X erros  Rodrigo Guerra abriu o bate-papo pontuando sobre as mudanças impostas pela pandemia, como a migração geral para o digital muito antes do que era previsto. “E isso abriu possibilidades fantásticas, mas tudo que é irrefletido conduz a erros”. O novo resultou em grandes oportunidades em termos de trabalho e inovação, mas errar - e muito - faz parte desse processo. Não seja um gado digital E se o assunto é transformação, o objetivo principal deve ser se tornar um agente ativo para que ela aconteça. “Não dá para ser gado, ser guiado a todo momento por hábitos e tendências que não fazem sentido para você e não melhoram em nada o seu trabalho”.  As tendências podem até ser um norte do que é esperado pelo mercado, mas nem sempre elas estão de acordo com o universo do seu negócio. A tal da rota de saída da zona de conforto “Reinventar um negócio é uma medida muito corajosa quando você está em uma posição executiva em uma grande empresa. Significa abandonar o que dava segurança e testar algo que pode dar errado. Pode dar medo de tomar decisões e fazer algumas apostas, mas com o tempo você vai sendo treinado.” A inovação está em tudo... Guerra está sempre atento às tendências, e um de seus segredos é assistir a muitos filmes de ficção científica. “A ficção científica mostra muito mais os anseios de uma época do que a projeção de outras, então acaba sendo uma profecia autorrealizável. É preciso ter referências".  … em tudo mesmo! “A inovação não está em uma área, não está em um processo, está em um pensamento crítico”. Para o executivo, um erro muito comum das empresas é fazer a área de inovação à parte dos demais setores da empresa. “Inovar é parte da responsabilidade social do líder e vai além da modinha. É preciso criar uma escuta ativa e reunir pessoas com a percepção do que precisa ser inovado”. Cuidado com os modismos Para Guerra, toda palavra que vira um modismo tem potencial de ser subestimada, como é o caso da inovação. “Não é sobre correr atrás de tendências, nem fazer mais rápido e mais barato. Inovar é perceber necessidades e criar soluções que até então não tinham sido pensadas”.  Projeto Unbox  Guerra falou ainda sobre o Projeto Unbox, seu mais recente lançamento em parceria com a agência essense. “Esse é um convite para o diálogo, para a reflexão de incorporação de tendências nas nossas vidas. Para sermos donos de um destino, e não guiados por ele”.  O Unbox funciona como uma dose semanal de compartilhamento de conhecimentos que estimulam as transformações das pessoas, dos negócios e da sociedade. Conheça mais no site do Projeto Unbox e no instagram @projeto_unbox.  Lembra das referências citadas pela Adriele Marchesini durante a conversa? Elas estão aqui: Artigo sobre o exercício de imaginar o futuro (e sobre como isso é capaz de demonstrar os anseios de uma época) - Futurismo: O futuro é coisa do passado - Velhas representações e imaginações futuristasComo estar à frente dos concorrentes por meio da inovação? Neste livro: Dez Tipos de Inovação Quer saber mais? Dê o replay na live! https://youtu.be/0k80SSME82I Saiba mais: (Des)Aprendendo com o Exemplo: “Gente insensível não tem humor” (Des)Aprendendo com o Exemplo: “Ciência é um nome que assusta, mas é algo muito natural” (Des)Aprendendo com o Exemplo: “A vida é muito curta para gastar com pessoas ruins”, com Ken Fujioka

Executivo do setor de Saúde há mais de 20 anos, Rodrigo Guerra foge dos clichês e dá um passo atrás nos processos de inovação, tendo o pensamento crítico como ponto de partida de qualquer movimento transformador 

Por Tatiana Paiva

Esqueça os conceitos prontos de “fazer mais com menos” ou até a correlação entre obsolescência e inovação. Na prática, inovar é testar algo novo com alto potencial de dar errado. É correr riscos. É, acima de tudo, um ato de coragem.

É isso o que pensa Rodrigo Guerra, executivo com mais de 20 anos de experiência no setor de Saúde, consultor de inovação, criador do projeto Unbox e CEO da UP Health. Detentor de duas habilidades que, não raro, são distintas no universo dos negócios – o pragmatismo do executivo financeiro e a ousadia do líder de inovação – Guerra foi superintendente da Central Nacional Unimed na fase mais crítica da pandemia da covid-19 – momento no qual conduziu inovações que permitiram um melhor uso dos recursos sem perdas para a equipe ou para a qualidade da assistência, garantindo à organização prêmios inéditos de excelência em gestão.  

Sobre essas experiências e tantos (des)aprendizados, ele conversou com a Adriele Marchesini, nossa cofundadora, no episódio “Quem encaixotou a inovação foi você”, da série de lives (Des)Aprendendo com o Exemplo. Veja os pontos principais do bate-papo. 

Inovar é fazer escolhas sabendo da possibilidade de errar. A inovação é um ato de coragem

Oportunidades X erros 

Rodrigo Guerra abriu o bate-papo pontuando sobre as mudanças impostas pela pandemia, como a migração geral para o digital muito antes do que era previsto. “E isso abriu possibilidades fantásticas, mas tudo que é irrefletido conduz a erros”. O novo resultou em grandes oportunidades em termos de trabalho e inovação, mas errar – e muito – faz parte desse processo.

Não seja um gado digital

E se o assunto é transformação, o objetivo principal deve ser se tornar um agente ativo para que ela aconteça. “Não dá para ser gado, ser guiado a todo momento por hábitos e tendências que não fazem sentido para você e não melhoram em nada o seu trabalho”.  As tendências podem até ser um norte do que é esperado pelo mercado, mas nem sempre elas estão de acordo com o universo do seu negócio.

A tal da rota de saída da zona de conforto

“Reinventar um negócio é uma medida muito corajosa quando você está em uma posição executiva em uma grande empresa. Significa abandonar o que dava segurança e testar algo que pode dar errado. Pode dar medo de tomar decisões e fazer algumas apostas, mas com o tempo você vai sendo treinado.”

A inovação está em tudo…

Guerra está sempre atento às tendências, e um de seus segredos é assistir a muitos filmes de ficção científica. “A ficção científica mostra muito mais os anseios de uma época do que a projeção de outras, então acaba sendo uma profecia autorrealizável. É preciso ter referências”. 

… em tudo mesmo!

“A inovação não está em uma área, não está em um processo, está em um pensamento crítico”. Para o executivo, um erro muito comum das empresas é fazer a área de inovação à parte dos demais setores da empresa. “Inovar é parte da responsabilidade social do líder e vai além da modinha. É preciso criar uma escuta ativa e reunir pessoas com a percepção do que precisa ser inovado”.

Cuidado com os modismos

Para Guerra, toda palavra que vira um modismo tem potencial de ser subestimada, como é o caso da inovação. “Não é sobre correr atrás de tendências, nem fazer mais rápido e mais barato. Inovar é perceber necessidades e criar soluções que até então não tinham sido pensadas”. 

Projeto Unbox 

Guerra falou ainda sobre o Projeto Unbox, seu mais recente lançamento em parceria com a agência essense. “Esse é um convite para o diálogo, para a reflexão de incorporação de tendências nas nossas vidas. Para sermos donos de um destino, e não guiados por ele”.  O Unbox funciona como uma dose semanal de compartilhamento de conhecimentos que estimulam as transformações das pessoas, dos negócios e da sociedade. Conheça mais no site do Projeto Unbox e no instagram @projeto_unbox. 

Lembra das referências citadas pela Adriele Marchesini durante a conversa? Elas estão aqui:

Quer saber mais? Dê o replay na live!

Saiba mais:

(Des)Aprendendo com o Exemplo: “Gente insensível não tem humor”

(Des)Aprendendo com o Exemplo: “Ciência é um nome que assusta, mas é algo muito natural”

(Des)Aprendendo com o Exemplo: “A vida é muito curta para gastar com pessoas ruins”, com Ken Fujioka

minds in trees

Na vida e na escrita, errar é humano – e aprender também

por Camila Galvez

os os erros mais comuns na hora de escrever na internet e damos dicas para não cometê-los mais. Só vem! Por Camila Galvez* Ah, o português… considerado um dos idiomas mais complexos do mundo. E não sou eu quem está dizendo, mas a professora norte-americana Rebecca Jackson-Salado, do canal Minha professora gringa, neste vídeo aqui que viralizou há um ano. https://www.youtube.com/watch?v=qcjHG13KH2k Como jornalista e curadora de conteúdo de impacto, tenho uma confissão a fazer: de vez em quando eu também acho que o português machuca. Mas como errar é humano - e aprender também - separei alguns dos erros mais comuns de escrita, seja ela on ou offline. Fiz isso principalmente porque a agência essense está lançando o curso online “Personal Branding para a profissionais de Saúde”* e este texto é parte dos materiais de apoio. Mas também porque, independentemente de você decidir fazer o curso ou não, as dicas que vou dar aqui servem para inúmeros propósitos na sua vida, da carreira profissional à qualidade da cantada no momento da paquera.  Ainda se diz paquera? Enfim… errado não está. Vamos lá? A saga dos porquês Por que, por quê, porque ou porquê? Afff, por quê??? Para não errar mais, guarde essa colinha retirada diretamente do Brasil Escola.  Por que: tem o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual”, “pelas quais”, “por qual”, “por qual razão” e “por qual motivo”. Por quê: utilizado no sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, leva acento quando ocorre no final de frase e antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação.  Porque: devemos usá-lo quando queremos substituir expressões como “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”.  Porquê: só colocamos o acento se pretendemos utilizar um sinônimo de “razão” ou “motivo”. A tal da letra Maiúscula Errar é Humano, Aprender também. A letra maiúscula - ou caixa alta, como chamamos no jornalismo - em “humano” e “aprender” chamou a sua atenção? Não é porque ela é maior, não, mas porque está errada. Aqui tem um jeito lindo para não errar mais. Agente secreto "Agente já falou com ela". Não, por favor, não. A gente, assim separado, é uma locução equivalente ao pronome pessoal reto nós (a gente vai = nós vamos).  Agente indica uma pessoa que faz alguma coisa, como um agente secreto ou um agente da polícia. Tem algo errado, concorda? "Obrigada a todos e tenha uma boa semana". "Os profissionais não parecia entender a missão da empresa".  Nas mídias sociais, tendemos a adotar uma linguagem coloquial, mais descontraída e espontânea, o que acaba criando um relaxamento das normas gramaticais. Mas usar um discurso com concordância é o que dá clareza e objetividade à mensagem, especialmente se ela for profissional. E você quer ser entendido, não quer? Então, fique atento à concordância. No caso dos exemplos acima, se estamos falando de “todos”, o equivalente à segunda pessoa do plural (vocês), o verbo “ter” deve ser usado, também, no plural, ou seja, “tenham”. O correto é “Obrigada a todos e tenham uma boa semana”  A mesma lógica vale para a segunda frase, com o verbo “parecer” concordando com “os profissionais”, ou seja, com a terceira pessoa do plural (eles). O correto, portanto, é "Os profissionais não pareciam entender a missão da empresa". Cuidado com a vírgula Esse meme é auto explicativo. Vem aqui que têm dicas marotas. E tenha parcimônia no ponto de exclamação “Estamos todos muito felizes por mais essa conquista da nossa empresa!!!!!!!!” Imagino o nível de felicidade pela quantidade de pontos de exclamação da frase. Mas o ponto de exclamação, quando sozinho, já é por si só um sinal usado para exclamar algo. Ou seja, ele é empregado no final de frases exclamativas que expressam emoção, surpresa, admiração, indignação, raiva, espanto, susto, exaltação, entusiasmo, entre outros. Portanto, repeti-lo só uma vez e quando, de fato, se quiser passar uma das mensagens que eu citei, já é suficiente para se fazer entender. Tem/têm E falando em tem, aí está mais um clássico do português. “Tem” é fácil, ok, mas se o verbo “ter” está no plural, o chapeuzinho é fundamental (e perdão pela rima). Exemplo: “Vocês têm que aprender o que eu estou tentando ensinar.” Esse/este Volto ao Brasil Escola para explicar: "esse" e "este" são pronomes demonstrativos que têm formas variáveis de acordo com o número ou gênero. Eles são usados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso. Dica pra não errar:  > Este, esta e isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação ao tempo, são usados no presente. > Esse, essa, isso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem se fala. Em relação ao tempo, é usado no passado ou futuro. BÔNUS! Parece que eu gritei com você com essa palavra aí escrita em caixa alta, né? Esta é a primeira dica extra pra você: evite gritar na internet (ou escrever tudo em maiúscula).  A gente também te aconselha a Eliminar subjetividades Tudo o que o interlocutor tem para compreender a sua mensagem é o que está escrito. Portanto, seja claro. Eliminar clichês  Essas expressões banais enfraquecidas de significado pelo seu uso em excesso. Alguns exemplos: - ...é a sua paixão. - Que a justiça seja feita - Quem vê cara não vê coração Evitar expressões batidas no mundo da Saúde - Fechar com chave de ouro - Ultrapassar barreiras - Correr atrás do prejuízo - Que orgulho….que honra - Líderes do futuro - Novo normal E o campeão... - Com o perdão do clichê (!) Não usar palavras em excesso - e que não dizem nada “O fenômeno da Saúde” “O movimento da transformação digital” "No que diz respeito a" Cortar advérbios desnecessários Acariciar gentilmente, rejeitar totalmente, realmente único. Percebe como nestas frases os advérbios passam a mesma mensagem que o verbo? Afinal, se você vai acariciar alguém, será com gentileza. E se vai rejeitar algo, não dá para ser pela metade.  Sempre que quiser usar um advérbio, pense se ele terá, de fato, a função de modificar o sentido do verbo, acrescentando-lhe uma circunstância. O Brasil Escola tem outras dicas para você entender certinho quando usar. Evitar a falsa sofisticação - Jargões - Ordem indireta de frase - Sinônimos que sabotam o significado E você, tem algum erro que sempre vê por aí e que eu deixei de fora? É só mandar que atualizo a listinha por aqui, e a transformamos em um grande post colaborativo. *Se quiser mais informações sobre o curso, mande um e-mail para contenttraining@agenciaessense.com.br. Camila Galvez é jornalista com mais de 15 anos de estrada, tem especialização em jornalismo literário, ama livros dos clássicos aos pops, mora no mato e tem um zoológico em casa (da última vez que contou, eram 12 bichos, entre cães, gatos, patos e um galo!). É head de projetos na agência essense e se especializou em Saúde porque AMA o setor. Saiba mais:  Uma visão despretensiosa (e duvidosa) sobre 7 canais para sua estratégia de conteúdo A indústria da vulnerabilidade e da empatia no LinkedIn (Des)Aprendendo com o Exemplo: como (não) fazer conteúdo autoral

Separamos os erros mais comuns na hora de escrever na internet e damos dicas para não cometê-los mais. Só vem!

Por Camila Galvez*

Ah, o português… considerado um dos idiomas mais complexos do mundo. E não sou eu quem está dizendo, mas a professora norte-americana Rebecca Jackson-Salado, do canal Minha professora gringa, neste vídeo aqui que viralizou há um ano.

Como jornalista e curadora de conteúdo de impacto, tenho uma confissão a fazer: de vez em quando eu também acho que o português machuca. Mas como errar é humano – e aprender também – separei alguns dos erros mais comuns de escrita, seja ela on ou offline. Fiz isso principalmente porque a agência essense está lançando o curso online “Personal Branding para a profissionais de Saúde”* e este texto é parte dos materiais de apoio. Mas também porque, independentemente de você decidir fazer o curso ou não, as dicas que vou dar aqui servem para inúmeros propósitos na sua vida, da carreira profissional à qualidade da cantada no momento da paquera. 

Ainda se diz paquera? Enfim… errado não está. Vamos lá?

  • A saga dos porquês

Por que, por quê, porque ou porquê? Afff, por quê??? Para não errar mais, guarde essa colinha retirada diretamente do Brasil Escola

Por que: tem o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual”, “pelas quais”, “por qual”, “por qual razão” e “por qual motivo”.

Por quê: utilizado no sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, leva acento quando ocorre no final de frase e antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação. 

Porque: devemos usá-lo quando queremos substituir expressões como “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”. 

Porquê: só colocamos o acento se pretendemos utilizar um sinônimo de “razão” ou “motivo”.

  • A tal da letra Maiúscula

Errar é Humano, Aprender também. A letra maiúscula – ou caixa alta, como chamamos no jornalismo – em “humano” e “aprender” chamou a sua atenção? Não é porque ela é maior, não, mas porque está errada.

Aqui tem um jeito lindo para não errar mais.

  • Agente secreto

“Agente já falou com ela”. Não, por favor, não.

A gente, assim separado, é uma locução equivalente ao pronome pessoal reto nós (a gente vai = nós vamos). 

Agente indica uma pessoa que faz alguma coisa, como um agente secreto ou um agente da polícia.

  • Tem algo errado, concorda?

“Obrigada a todos e tenha uma boa semana”. “Os profissionais não parecia entender a missão da empresa”. 

Nas mídias sociais, tendemos a adotar uma linguagem coloquial, mais descontraída e espontânea, o que acaba criando um relaxamento das normas gramaticais. Mas usar um discurso com concordância é o que dá clareza e objetividade à mensagem, especialmente se ela for profissional. E você quer ser entendido, não quer? Então, fique atento à concordância.

No caso dos exemplos acima, se estamos falando de “todos”, o equivalente à segunda pessoa do plural (vocês), o verbo “ter” deve ser usado, também, no plural, ou seja, “tenham”. O correto é “Obrigada a todos e tenham uma boa semana” 

A mesma lógica vale para a segunda frase, com o verbo “parecer” concordando com “os profissionais”, ou seja, com a terceira pessoa do plural (eles). O correto, portanto, é “Os profissionais não pareciam entender a missão da empresa”.

  • Cuidado com a vírgula

Esse meme é auto explicativo.

Vem aqui que têm dicas marotas.

  • E tenha parcimônia no ponto de exclamação

“Estamos todos muito felizes por mais essa conquista da nossa empresa!!!!!!!!”

Imagino o nível de felicidade pela quantidade de pontos de exclamação da frase. Mas o ponto de exclamação, quando sozinho, já é por si só um sinal usado para exclamar algo. Ou seja, ele é empregado no final de frases exclamativas que expressam emoção, surpresa, admiração, indignação, raiva, espanto, susto, exaltação, entusiasmo, entre outros. Portanto, repeti-lo só uma vez e quando, de fato, se quiser passar uma das mensagens que eu citei, já é suficiente para se fazer entender.

  • Tem/têm

E falando em tem, aí está mais um clássico do português. “Tem” é fácil, ok, mas se o verbo “ter” está no plural, o chapeuzinho é fundamental (e perdão pela rima). Exemplo: “Vocês têm que aprender o que eu estou tentando ensinar.”

  • Esse/este

Volto ao Brasil Escola para explicar: “esse” e “este” são pronomes demonstrativos que têm formas variáveis de acordo com o número ou gênero. Eles são usados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso.

Dica pra não errar: 

> Este, esta e isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação ao tempo, são usados no presente.

> Esse, essa, isso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem se fala. Em relação ao tempo, é usado no passado ou futuro.

BÔNUS!

Parece que eu gritei com você com essa palavra aí escrita em caixa alta, né? Esta é a primeira dica extra pra você: evite gritar na internet (ou escrever tudo em maiúscula). 

A gente também te aconselha a

  • Eliminar subjetividades

Tudo o que o interlocutor tem para compreender a sua mensagem é o que está escrito. Portanto, seja claro.

  • Eliminar clichês 

Essas expressões banais enfraquecidas de significado pelo seu uso em excesso. Alguns exemplos:

– …é a sua paixão.

– Que a justiça seja feita

– Quem vê cara não vê coração

  • Evitar expressões batidas no mundo da Saúde

– Fechar com chave de ouro

– Ultrapassar barreiras

– Correr atrás do prejuízo

– Que orgulho….que honra

– Líderes do futuro

– Novo normal

E o campeão…

– Com o perdão do clichê (!)

  • Não usar palavras em excesso – e que não dizem nada

“O fenômeno da Saúde”

“O movimento da transformação digital”

“No que diz respeito a”

  • Cortar advérbios desnecessários

Acariciar gentilmente, rejeitar totalmente, realmente único. Percebe como nestas frases os advérbios passam a mesma mensagem que o verbo? Afinal, se você vai acariciar alguém, será com gentileza. E se vai rejeitar algo, não dá para ser pela metade. 

Sempre que quiser usar um advérbio, pense se ele terá, de fato, a função de modificar o sentido do verbo, acrescentando-lhe uma circunstância. O Brasil Escola tem outras dicas para você entender certinho quando usar.

  • Evitar a falsa sofisticação

– Jargões

– Ordem indireta de frase

– Sinônimos que sabotam o significado

E você, tem algum erro que sempre vê por aí e que eu deixei de fora? É só mandar que atualizo a listinha por aqui, e a transformamos em um grande post colaborativo.

*Se quiser mais informações sobre o curso, mande um e-mail para contenttraining@agenciaessense.com.br.

Camila Galvez é jornalista com mais de 15 anos de estrada, tem especialização em jornalismo literário, ama livros dos clássicos aos pops, mora no mato e tem um zoológico em casa (da última vez que contou, eram 12 bichos, entre cães, gatos, patos e um galo!). É head de projetos na agência essense e se especializou em Saúde porque AMA o setor.

Saiba mais: 

Uma visão despretensiosa (e duvidosa) sobre 7 canais para sua estratégia de conteúdo

A indústria da vulnerabilidade e da empatia no LinkedIn

(Des)Aprendendo com o Exemplo: como (não) fazer conteúdo autoral

brand2biz

Assine nossas newsletters

Obrigado pelo cadastro! Nenhuma newsletter selecionada! E-mail em formato incorreto!